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domingo, 16 de abril de 2017

Pass X Fure Capítulo 16: Rosely está em perigo!

Estou com medo! Estou simplesmente morrendo de medo! Mandei uma mensagem em código para Kath, porque tenho medo que ele encontre e mexa novamente no meu celular, descubra meu jeito de pedir socorro e faça algo pior comigo do que abusar de mim... Mas aparentemente ele não viu nada, ainda!
Eu só tenho um grande problema no momento
Meus irmãos e minha mãe não estão em casa e, para meu azar, minha irmã foi ao mercado que fica a meia hora daqui, por ser mais barato lá, e me deixou sozinha com esse maldito canalha galinha de uma figa! E porque estou tão apavorada? Vou explicar.
Uma das formas do maldito me fazer perder o controle, o que deixa ele extremamente excitado e extasiado, antes de abusar sexualmente de mim, o sádico gosta de brincar de perseguição dentro de casa, como nos filmes de terror, me chamando de forma arrastada e com uma faca em punho. Sim, uma faca! Ele leva a ideia ao extremo! Ele descobriu que me perseguir no esconde-esconde me deixa em um estado de terror e que eu não reajo. Para garantir meu silêncio, ele falou que se eu não brincasse com ele, me mataria, se cortaria e diria para a minha família que eu o ataquei.
E porque alguém acreditaria nisso? Minha irmã é de quatro por ele de tão apaixonada, e nunca desconfiou do segredo que guardei da maioria das pessoas à sete chaves: sou homossexual, como meu irmão. Gostar de outras mulheres para muitos ainda é tabu, então me escondo, já que meus modos são de menina. Imaginei estar gostando da Kathlyn, mas foi ilusão da minha cabeça por estar com medo. O desgraçado descobriu mexendo no meu celular, em uma mensagem que eu mandei para a Judith relatando o que eu sentia e meu medo de levar um fora da minha melhor amiga. Usou isso como arma. Maldito seja ele. Para ajudar, eu fico tão apavorada quando ele me persegue que não desperto a minha fera interior. Se Kath não houver entendido a mensagem por trás da declaração...
Não sei se passo dessa perseguição.
- Roooooooooseeeeeeeeeelyyyyyy.... Onde você está, minha ruivinha deliciosa? Venha brincar com seu cunhadinho... - As palavras dele me despertaram dos meus pensamentos, e todo o meu pavor voltou.
Eu mal conseguia respirar. Corri dele por toda a casa, até me esconder no armário de casacos, no segundo andar, onde ele logo me encontraria. Estou suando horrores, tremendo de medo, a respiração pesada.
Vejo seus pés se movendo graças a sua sombra que entra por baixo da porta. Estou no fundo do armário. Momentos antes, quando me escondi aqui, senti algo parecido com uma passagem, e quase chorei de alegria. Retirei a tela e... Mal passaria meu irmãozinho mais novo por esse buraco! Voltei a cobri-lo, as lágrimas queimando os olhos.
Sem querer, toquei de leve o galo que ainda estava na minha nuca, resultado de um abuso dele contra o corrimão da escada, quando ele me ergueu alto demais em um momento de delírio, minha mão escapou do suporte na descida e eu fui direto contra uma leve saliência.
Preciso sair daqui, ou dessa vez ele me mata! Meus pensamentos fervem e, quando me aproximo da porta para abri-la e tentar sair sorrateiramente... Ela se abre de repente e ele me agarra pela gola redonda do vestido e me ergue até a altura do seu rosto.
Ele cheira a hortelã e baunilha. O cheiro é uma delícia mas, vindo dele, é o mais podre dos perfumes.
- Finalmente, te encontrei minha ruivinha! Não pensou que eu ficaria nessa até anoitecer, né? Sua irmã volta logo... Ou não, já que eu dei uma lista tão gigante para ela pegar em produtos do mercado e ainda pedi filmes... E você sabe a lesma que ela é para escolher, né? Pelo menos, você é três vezes mais ativa que ela na cama quando está com medo! - Lambeu meu pescoço, me fazendo tremer de tanto nojo e gemer, dando para ele a impressão que eu gostei. - Você já está pronta! E pensar que você não gosta de homens... É um grande desperdício de talento! - Afirmou, e começou a me arrastar escada abaixo, enquanto eu tropeçava para acompanha-lo e tentando não cair, pois ele me bate quando sou fraca. Hoje seria no quarto dos fundos, usado pelas visitas.
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- Olha lá Dyeiden! A Judh tá chegando! - Falei, levantando do colo dele e correndo para falar com ela. Não pensem besteiras de nós. Aqui fora está congelando no momento, e ele teve a ideia de que eu pudesse sentar no seu colo para nos abraçarmos e nos manter aquecidos, já que uma pequena parede evitava que o vento cortante nos fizesse congelar de vez, e apenas uma pessoa caberia naquele pequenino e frio espaço, a menos que sentasse no seu colo e dividíssemos calor humano assim...
- Primeiro Kath, me perdoe! Por favor, não aguento mais ficar em um grupo de amigos que nem se falam! - Via em seus olhos sua tristeza pelo que havia acontecido a 1 ano e meio atrás, que ainda feria, mas muito menos que antes por tudo ter sido tudo esclarecido.
- Judith! Vamos esquecer isso! Também não suporto mais essa história! - A abracei, sentindo seu evidente alívio. - Agora, temos uma missão muito importante pela frente! A irmã da Rosely está em casa?
- Duvido! Cruzei com ela a pouco. Tinha uma folha na mão, parecia ir ao mercado... - Ela arregalou os olhos quando entendeu o porque da pergunta - AI.MEU.DEUS.
Saiu em disparada para a casa, chamando pela Rosely, precisando que Dyeiden a agarrasse e cobrisse sua boca com a mão para ela parar com o escândalo. - Ficou doida? Pareceu a Rosely quando chama a atenção!
- Desculpe, mas é que... Se a irmã dela foi ao mercado, significa que a Ro ficou sozinha com o maldito do cunhado, porque a mãe dela saiu com a minha levando os pequenos às compras!
Eu e Dyeiden nos entreolhamos com essa afirmação. Ele a soltou e fomos dar à volta na casa, para encontrar um lugar para entrar, quando ouvimos um gemido abafado de mulher seguida por um riso de escarnio de homem.
- Não acredito que... - Não consegui terminar a frase e fui até uma janela, espiando sorrateiramente. Lá dentro, vi uma Rosely de bruços na cama, com a frente do vestido abaixada, as alças prendendo as mãos dela para trás, as costas e os ombros expostos cobertos de arranhões, mordidas e marcas de dedos, onde possivelmente ele a bateu. Podia ver um pouco de seu rosto de boneca banhado em lágrimas em meio a cabelos embaraçados e úmidos de suor grudados ao rosto. Atrás dela, um rapaz alto, moreno, com um corpo esculpido, investindo violentamente contra seu pequeno corpo todo esfolado, apertando as mãos na sua cintura de forma que já estava avermelhada.
Já tinha visto coisas assim antes, mas ver alguém próxima como ela naquele estado e com medo de ajudar para não piorar a situação embrulhou meu estômago e, virando rápido, apenas empurrando Dyeiden, que estava logo atrás de mim seguido por Judith, botei pra fora todo o meu lanche do recreio em uma samambaia baixa. Os dois se afastaram rápido, mas logo senti Dyeiden puxando meus cabelos para cima e os enrolando enquanto Judh passava por nós para espiar. Apenas ouvi o estalo de um tapa e um grito seguido de um soluço de Rosely. Quando me viro, vejo que Judh estava com as costas contra a parede, as mãos cobrindo a boca para não ser ouvida quando um soluço escapou e as lágrimas vieram, enquanto escorregava para o chão. Dyeiden pegou o celular no bolso da calça, ligou a câmera e o deixou apoiado na janela onde ninguém veria. Deixou gravando e virou de costas, muito pálido.
- Não consigo olhar! Mas não podemos fazer nada se não guardarmos um registro do que ela está passando.
- E como acha que filmar o estupro dela vai ajudar? Só se for para você se masturbar... - Debochou Judh, enojada.
- Não seja idiota Judh! Precisamos de uma prova do que ele fez com ela se quisermos denunciar e protegê-la! O que faremos se falarmos para alguém sem provas? Ela será humilhada e nós passaremos por loucos!
- Tem razão! Desculpe! Apenas achei que poderia haver outra maneira.
Poucos instantes depois, ouvimos aquele monstro falar que ela havia sido ótima como sempre. Ouviu-se o som de roupas sendo vestidas e a porta do quarto batendo. Esperamos para ver se poderíamos agir, e vimos ele saindo para pegar o carro, provavelmente para ir atrás da irmã da Rosely. Dyeiden levantou, desligou a câmera, fomos até a porta do fundo onde ficava a cozinha e entramos, procurando o quarto.
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Aquele animal! Outra vez não pude escapar dele! Tenho tanto medo que alguém descubra e o pior aconteça com todos!
Meu corpo todo dói! Me sinto pouco mais que um trapo velho que foi rasgado e largado às traças, inútil.
Fiquei mais do que aliviada quando ele terminou e saiu, me deixando sozinha. Mas, porcaria, ele não afrouxou minhas mãos, amarradas com um pedaço de pano que ele rasgou na lavanderia e atou junto às alças do vestido que eu uso em casa. Eu vou levar um bocado de tempo me soltando... Mas isso depois que a dor terrível entre minhas pernas passar. Ele foi um brutamontes em níveis inimagináveis desta vez! Se fosse mais forte, já o teria matado!
Ouço passos no corredor, os quais me despertam dos meus pensamentos malignos.
Dyeiden entra tropeçando no quarto, muito pálido. Rapidamente pega uma manta aos pés da cama para cobrir a parte de baixo do meu corpo enquanto solta minhas mãos com o canivete de Judith.
- O que fazem aqui? - Digo, com um fio de voz, enquanto me viro de frente para eles com grande esforço. Me encolho, tentando proteger meu corpo. - Vocês... Err... Viram?...
- Sim! - Responde Judh, e meu rosto fica muito vermelho. - Nos perdoe, mas não sabíamos o que fazer! - Falou e me abraçou. Ela parecia tão desconfortável quanto eu.
Kath entrou logo depois, meio cambaleante, pálida, os cabelos tão bagunçados quanto os meus. Correu e jogou-se aos meus pés, abraçada em minhas pernas expostas, aos prantos.
- Desculpe Rose! Eu deveria ter feito algo antes! Me perdoe! - Falava e soluçava. Puxei ela e Judh para um abraço. Assim ficamos por um tempo.
- Não quero ser um mala ou cruel mas... Precisamos fazer algo! Fiz uma gravação, e você pode procurar um médico para fazer um exame para provar os abusos e conseguir ajuda e...
- Não! - Rosely cortou Dyeiden, olhos assustados. - Não posso fazer isso! Ele ameaçou matar todos que eu amo, e não vou mais aguentar passar por tanta crueldade novamente... - Sem querer, chorei de novo.
Apertando minhas mãos, Judith e Kathlyn tentavam me passar um força que no momento eu não tinha! E nem coragem! Já fora humilhada demais em um único dia. A vontade que tinha era de me enfiar em um buraco e não sair de lá nunca mais.
- Estaremos o tempo todo com você! Seja forte e denuncie ele! Que seja o que Deus quiser! - Falou Kath, me deixando emocionada.
- Sim! Mas antes... É melhor vocês duas ajudarem ela a trocar de roupa e se arrumar... Imagina se chega alguém e a encontra nesse estado e... - Ele mal terminou e ouvi a porta da frente batendo, alguém se anunciando.
Ouvimos passos vindos para cá... Seria ele novamente?
- Dy? O que faremos? - Perguntou Kath, que parecia tão impotente e sem forças para lutar quanto eu!
- Acho que sei o que fazer... Não é grande coisa, mas pode funcionar! - Falou, sem muita convicção.
- Diga! - Forçou Judh.

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